DANOS PROVOCADOS.
As preocupações com o dinheiro
podem ter graves consequências a nível da saúde. Num inquérito telefónico feito
a 3121 indivíduos, metade admitiu sentir stress por causa do dinheiro, 23%
reconheceram grave ansiedade e 12% definiram-na como esmagadora. A maioria
disse que esse stress financeiro contribuía para hipertensão, depressão,
insónias, dores de cabeça, distúrbios digestivos, dores de vários tipos,
úlceras, consumo excessivo de tabaco e álcool e aumento ou perda de peso.
Segundo um estudo realizado no
Instituto de Psiquiatria de Londres, o endividamento está fortemente associado
a problemas psíquicos – ainda mais do que os baixos rendimentos em si. Entre as
pessoas contactadas, as de baixos rendimentos apresentavam o dobro das
probabilidades de sofrer de algum distúrbio mental (psicose, neurose e abuso de
álcool ou de drogas), mas a ligação ao nível de rendimento desaparecia quando
as dívidas e outras variáveis sociais eram tomadas em consideração. Dos que
sofriam de algum distúrbio mental 23% estavam endividados, em contraposição com
apenas 8% daqueles que não sofriam de distúrbio mental, e quanto mais dividas as
pessoas tinham, maiores as probabilidades de terem algum distúrbio mental,
mesmo tendo em conta o rendimento e outros factores variáveis.
POSSO ELIMINÁ-LOS? PODE.
Mas sejamos sinceros: não é
fácil. Libertar-se de dívidas é como emagrecer; leva tempo, pode ser duro para
o ego e implicar mudanças no estilo de vida. É necessário manter uma vigilância
constante e é fácil voltar a cair nos velhos hábitos. Contudo, para aqueles que
conseguem – e são muitos – os resultados são assombrosos.
BENEFÍCIOS EXTRAS.
Recuperar o controlo sobre a sua
vida com menos stress e menos preocupações. Dormir melhor, deixar de abusar da
comida. Ter menos dores de cabeça. Além disso, focar-se nas alegrias simples da
vida a melhorar os relacionamentos familiares e sociais.
PLANO DE RECUPERAÇÃO.
Aprenda a gerir melhor o
dinheiro. Não conseguirá gerir o seu dinheiro se não perceber as regras básicas
das finanças pessoais. Procure um livro, uma revista ou um website fáceis de
entender e aprenda tudo o que acerca de cartões de crédito, hipotecas,
operações financeiras electrónicas, orçamentos e investimentos.
Congele os seus cartões de
crédito. Literalmente. Meta-os dentro de uma caneca com água e coloque-os no
fundo do congelador para não poder utilizá-los. Isso porá um travão imediato em
qualquer endividamento adicional.
Estabeleça um orçamento. Quanto
dinheiro lhe entra em casa mensalmente? Quanto gasta em bens essenciais e
quanto em compras supérfluas? Uma hora de sincera avaliação poderá produzir
óptimos resultados.
Não se deixe tentar pelos
pagamentos parciais. Pagar apenas o mínimo mensal exigido sobre uma dívida de
cartão de crédito implica deixar o resto para depois com juros proibitivos. Não
vá por aí.
Automatize os bons hábitos
financeiros. Organize pagamentos de contas essenciais (água, luz, gás) através
de débito directo na sua conta.
Veja se lhe sobra algum dinheiro
ao fim do mês para alguma conta-poupança ou reforma.
ALTERE AS SUAS PRIORIDADES
FINANCEIRAS. Evite as tentações de ir passear num centro comercial e fazer
compras por impulso. Vá passear para um jardim ou adopte um hobby. Identifique
aquilo em que precisa de gastar dinheiro e gaste-o só nisso.
Sem comentários:
Enviar um comentário